OS PASSADIÇOS DO PAIVA – AROUCA

Continuação da Hyundai Road Trip, depois da Costa Nova do Prado decidimos rumar a norte, aproveitámos o facto de ficar a caminho e passámos pelos Passadiços do Paiva!
Já tinha visto várias fotografias, pesquisado na internet por isso decidimos… “então bora lá!”.

Pegámos no Hyundai i20 e depois de várias curvas contra curvas lá chegámos. Sim, porque o caminho não é fácil, embora não me importe de conduzir nestas estradinhas – já me estava a sentir uma verdadeira piloto de rally ahahah – mas o meu amigo Marcos enjoou e fez-me prometer que nunca mais o levar em aventuras destas (isto antes de chegar aos passadiços… depois mudou de opinião… afinal já valia a pena o enjoou todo! Ahahah). Os Passadiços localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Não iniciámos o caminho mesmo no ponto de partida previsto dos Passadiços – Areinho – porque não nos apercebemos dda entrada para o parque de estacionamento e inicio dos passadiços, acho que faltam ali algumas placas mais precisas a dar informação. Começámos um pouco mais à frente, junto à Ponte de Alvarenga, onde também começa a escadaria infindável.

Conselhos:

  • levar uma garrafa de água;
  • levar snacks porque vão ter fome devido ao esforço físico e à duração da caminhada;
  • levar uma mochila com um saco para colocarem qualquer lixo que acabem por fazer;
  • levar roupa confortável e calçado ainda mais confortável.
  • máquinas fotográficas ou um telemóvel com boa resolução para tirarem mega chapas! Claro!

São pelo menos 1021 degraus, e 8700 metros de passadiço. Um engano juro, andei muito mais, só pensava que os passadiços nunca mais acabavam! Depois de uma seguidora me ter alertado para ir com atenção ao rio pois já tinha feito os passadiços e encontrado lontras, ganhei uma valente dor de pescoço e não vi lontras nenhumas ahahah. Elas gostam de passar despercebidas, mas vi cabras que saltitavam felizes e contentes pelas rochas.

A paisagem é de cortar a respiração, sentimos a natureza de uma forma muito pura, não vemos lixo no chão o que me surpreendeu, mas mais tarde passou por nós um funcionário que fazia a limpeza dos passadiços, logo aí o meu coração apertou e pensei: como é que é possível alguém deitar lixo no chão?? É não ter qualquer noção e respeito!

O que vão encontrar?

  • escadas, muitas escadas, durante o percurso vão subir e descer muitas;
  • vistas de cortar a respiração e miradouros;
  • cascatas uma delas junto à praia fluvial do Vau, mas aviso que a água é gelada;
  • praias fluviais;
  • uma ponte suspensa com uma altura considerável;
  • várias formações rochosas;
  • lontras, se tiverem sorte, eu não tive infelizmente;
  • cabras felizes e saltitonas;
  • Descidas de águas bravas;
  • Paisagens de morrer e nos fazer pensar na grandeza da natureza.

Fizemos os passadiços sem água, porque tínhamos a indicação que existiria um quiosque a meio do caminho, guess what? Claro que havia, mas não estava em funcionamento. Como não tinha outra alternativa – e eu sou do campo – vi umas nascentes naturais e claro que fui beber água. Já o Marcos – da cidade – mais apreensivo só depois de ter percebido que ou bebia ou morria à sede lá se aventurou. Agua fresca, soube-me pela vida e como vêm não morri. Ahahah.

A sensação é de ficarmos maravilhados, o impacto que toda aquela grandeza das montanhas é de facto impressionante. Parámos várias vezes para apreciar, aproveitar o momento, quase que meditar.

Não aconselho que levem crianças convosco, é uma caminhada um pouco difícil, não só pelo número de degraus, mas pelo comprimento da mesma, continuo a achar que os 8700 metros estão muito mal contados.

Quando chegamos ao final dos passadiços há duas opções: ou voltamos para trás a pé ou apanhamos um taxi – obviamente que escolhemos voltar de taxi. O valor é de 15,00€ a viagem, nós éramos dois e nem nos ocorreu esperar por algumas pessoas e partilharmos o taxi, sairia mais em conta.

Os passadiços também têm um valor simbólico, se optarem pela compra do bilhete pela internet custará 1,00€ por pessoa (comprar aqui), caso comprem no local tem um custo de 2,00€ eu até achei pouco porque há trabalhos de manutenção e limpezas.

By the way, estão a construir junto aos passadiços a maior ponte suspensa de Portugal, prevê-se estar concluída em Julho do próximo ano. E estou ansiosa por lá voltar já com a ponte suspensa.

 

Beijos, Seni.

1 Response

  1. Andreia Silva
    Responder
    4 Novembro 2018 at 9:57 pm

    Adorei as fotos, lindíssimas. Ainda não fui lá, está na minha lista já há algum tempo, este ano não consegui ir por causa do trabalho e agora que tenho mais tempo está mau tempo mas é um destino a ir para o ano com certeza quando o tempo começar a ficar melhor. Adorei as dicas, quando for vou utilizá-las de certeza.
    Beijinhos,
    https://throwalense.blogspot.com/

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